A empresa CRETA e seus estragos
Não é a primeira vez, mas poderia ser a última em que a administração pública insiste em contratações numérica e geograficamente muito extensas com única empresa e colhe como resultado os descumprimentos de diversas cláusulas contratuais, principalmente prejudicando trabalhadores terceirizados em diferentes áreas. A começar com os mais sacrificados trabalhadores de limpeza em escolas públicas, hospitais, centro de cultura, atividades de alimentação escolar, serviços em repartições públicas, universidades estaduais, com falta de pagamento dos salários, vale alimentação, reconhecimento das contribuições sociais e dessa vez, mais grave ainda, a retenção, sem repasse para os bancos, dos consignados em folha.
O estrago tem uma extensão desorganizada do próprio serviço público, na medida que altera as relações internas do quadro se pessoal, com os empregados da CRETA sem receber sua remuneração, até o atendimento ao público afetado pelo impossibilidade dos/as trabalhadores/as se dirigirem aos seus postos de trabalho.
É preciso reconhecer, imediatamente, os prejuízos efetivamente verificados e com a atuação da Administração Pública CONVOCAR a empresa para uma mesa de negociação, com a participação do SINDILIMP -BA e suas subsedes, juntamente com a Procuradoria Geral do Estado para as providências que regularizem essa situação.
Segundo informações do TCE a empresa CRETA já recebeu, em 2026, 224 milhões, o que significa que nem poderá alegar falta no cumprimento do contrato pela Administração Pública.
A mesa de negociação precisa ser IMEDIATA.
