Vereador e sindicato detonam proposta de reforma da previdência: “Jogará idosos e deficientes na miséria”

A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública, Asseio, Conservação, Jardinagem e Controle de Pragas Intermunicipal (Sindilimp-BA) e o vereador de Salvador, Luiz Carlos Suíca (PT), foram uníssonos ao criticarem a proposta de reforma da previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Ambos questionam o atual texto e criticam a criação de novas regras como a que desvincula o salário mínimo aos valores do Benefício de Prestação Continuada (BPC) – pagos a 2 milhões de idosos e a 2,5 milhões de pessoas com deficiência. De acordo com a coordenadora-geral do sindicato, Ana Angélica Rabello, o primeiro plano é o aumento no valor do benefício pago a pessoas com deficiência.
“A previsão de aumentar para R$ 1 mil o valor dos benefícios pagos a essas pessoas, que têm direito ao BPC, logo, vai ser desvinculado com o salário mínimo e pode provocar a desvalorização do benefício e este nunca mais ser reajustado. Outra proposta de desassociação é criar um benefício universal para BPC que pagaria até 70% do valor do mínimo aos idosos. Se aprovada pelo Congresso Nacional, um idoso de baixa renda, poderá ter acesso ao benefício a partir dos 55 anos de idade, mas receberá apenas R$ R$ 500 por mês, quase metade do salário mínimo”, critica Ana. Suíca complementa a fala de Angélica e diz que para quem tem acima de 65, que hoje tem direito a um salário mínimo por mês, receberia R$ 750.
“O valor subiria mais R$ 150 somente a partir dos 70 anos, mas apenas se o idoso tiver contribuído à previdência por pelo menos 10 anos. Ou seja, em nenhuma das condições o benefício seria de um salário mínimo. Trata-se de um ato inconstitucional, uma vez que, o salário mínimo está previsto no artigo 203 da Constituição, a proposta é prejudicial para a economia brasileira sendo que, o pagamento do benefício integral no valor do salário mínimo, ajuda a aquecer a economia porque é um dinheiro que volta para o mercado. É importante que a população defenda o valor atual do BPC não só por solidariedade e justiça, mas porque interessa à economia do país”, reproduz o vereador, utilizando dados do sindicato.
Suíca ainda critica que “ao contrário dos donos de grandes fortunas que sonegam, têm dívidas perdoadas e gastam dinheiro em diversão no exterior, o pobre é que faz a economia girar gastando aqui, comprando arroz, feijão, carne, sapato e roupa”. “Em linhas gerais, isso significa um efeito multiplicador pois, para cada R$ 1 investido no Bolsa Família o país tem retorno de R$ 1,78. O mesmo deve ser com o investimento nos benefícios para idosos e deficientes. Cada vez que o governo corta salário de pobre, gera menos emprego, essa é a verdade”, frisa o petista. A interpretação de Suíca segue a linha de raciocínio da ex-ministra do Desenvolvimento, Tereza Campello, que comentou sobre o assunto.
Uma das alegações do governo de Bolsonaro para a diminuição do valor do BPC dos idosos em situação de vulnerabilidade social é a de que não se pode atrelar o salário mínimo, que estabelece a remuneração básica do trabalhador, à assistência, cujo pagamento não requer nenhuma contribuição. “Essa alegação é extremamente contestável já que, exceto a maioria dos deficientes, os idosos trabalharam muito e contribuíram com o país. Foram trabalhadores e trabalhadoras que passaram por trabalhos análogos à escravidão em olarias, minas, empregadas domésticas, sem carteira assinada, sujeitos à exploração e que agora estão idosos. Não tiveram apoio sindical para defendê-los e não tem bancada parlamentar suficiente para barrar esse projeto que abarcaria uma nova classe de ‘subcidadãos’. Sem contar que muitos adquiriram lesões físicas ao longo de suas vidas tratando de mais uma injustiça social aderida pelo atual governo”, defende Ana Angélica também utilizando fala de Tereza Campello.
Suíca celebra os 39 anos do PT e pede movimentos nas ruas para garantir direitos dos trabalhadores

O vereador e vice-líder da oposição na Câmara de Salvador, Luiz Carlos Suíca (PT), pede para que a militância do Partido dos Trabalhadores e de movimentos sociais tomem as ruas para defender e garantir direitos. Neste domingo (10), data em que se comemorou os 39 anos de existência da sigla, Suíca defendeu a participação maior da juventude para a mobilização de protestos e diz que esse é o caminho mais curto para a mudança de paradigmas. “Esse padrão estabelecido pelo atual governo federal não é aceitável para a maioria dos brasileiros, então precisamos unir forças para que os movimentos tomem as ruas e reivindiquem o retorno das políticas públicas que foram acabadas por Bolsonaro”.
Neste primeiro semestre de 2019, o PT entra em mais um processo de eleição direta (PED) e o edil petista aponta para o fortalecimento da sigla e informa que foi o partido que mais cresceu no Brasil. “É o maior partido da América Latina, defende os trabalhadores e todos os interesses das minorias, e tem sua política interna envolvendo negros, mulheres e LGBT’s. Foi assim que elegeu um metalúrgico pela primeira vez como presidente. Se Lula estivesse solto, com certeza seria nosso presidente. Mas a elite burguesa deste país preferiu se unir ao fascismo para manter o ex-presidente preso mesmo não tendo provas contra ele”, dispara Suíca.
Para o vice-líder da oposição, a atuação do governo baiano na construção de políticas de inclusão para o povo negro é fundamental para mudar esse quadro de desigualdade acentuado pelo governo de Bolsonaro. Suíca ainda diz que o PT é um local de debates e que o PED é um marco para a sigla. “Nenhum outro partido tem eleição direta para escolher sua direção. Os 39 anos do PT é tão importante quanto seu crescimento, é um momento de reafirmar suas diretrizes e de lutar pela liberdade de Lula. Não vamos descansar até vemos o ex-presidente solto e nas ruas, onde ele gostaria de estar agora com esse momento da história”, completa.
#Artigo: Duas grandes tragédias, duas grandes vergonhas para o Brasil

Por Luiz Carlos Suíca*
Não podemos aceitar que o Brasil, em pleno século XXI, ainda não saiba tratar o meio ambiente e as nossas crianças com respeito e dignidade. E ao dizer isso, não quero culpar A ou B pelas tragédias do rompimento de barragem de rejeitos de ferro em Brumadinho (Minas Gerais) e do incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo (Rio de Janeiro). Quero alertar para os cuidados que devemos ter urgentemente, por mero respeito mesmo, ou por uma simples possibilidade de poder fazer o melhor para preservar as nossas maiores riquezas.
Foram ao menos 165 mortos em Brumadinho – ainda tem 160 desaparecidos e 138 desabrigados, ou seja, esse número pode subir, e deve subir, infelizmente. E foram 10 jovens jogadores de futebol que morreram no Rio. Perdas irreparáveis, dores jamais superadas e anseios que seguem em outros locais do país. As pessoas que moram perto de barragens de rejeitos ou de água estão com medo, amedrontadas por tantas notícias falsas nas redes sociais e por não acreditar mais na justiça deste país e nem nas instituições. Precisamos levantar e ajudar a mudar essa realidade, para que as instituições funcionem e punam quem de fato merece ser punido.
Falo isso por conta de Mariana, o desastre parecido com o de Brumadinho, e cometido pela mesma empresa, a Vale. Lá, 19 pessoas morreram. Isso nós precisamos dizer, sem receio. Nada foi feito desde a tragédia que também matou o Rio Doce, no mesmo estado de Minas Gerais. É vergonhoso para nós brasileiros, é uma falta de sensibilidade e de vontade política enorme. Desastres dessa magnitude é negligenciada pelas empresas por demandar cortes de custos, redução no orçamento de segurança e implementação no sistema de emergência. O prenúncio não foi reconhecido, não aprendemos com a tragédia em Mariana, não aprendemos nada!
A mineradora Vale é proprietária de outras 142 estruturas semelhantes à de Mariana e Brumadinho pelo país. O problema, segundo especialistas, é que as mineradoras escolhem e contratam os auditores e fornecem toda a documentação que analisam. Isso precisa ser melhor compreendido pela sociedade, o país tem leis ambientais frouxas, desajustadas e descuidadas ao ponto da própria empresa fazer o serviço de fiscalização. E isso não mudou nos três anos desde o desastre de Mariana. No mínimo, a estrutura regulatória do estado se tornou mais frouxa, uma vez que a queda nos preços das commodities internacionais levou empresas de mineração a cortar ainda mais custos.
Segundo publicações internacionais que se debruçaram sobre o assunto, como o The New York Times, em alguns casos as empresas mineradoras preenchem barragens além da capacidade, reduzem orçamentos de segurança e deixar de implementar sistemas de emergência. Tudo pelo lucro! Entendo a preocupação da Procuradoria-geral da República, quando Raquel Dodge anunciou uma força-tarefa para investigar a causa do desastre de Brumadinho, e entendo ainda mais os juízes que ordenaram que a Vale reserve R$ 11 bilhões, cerca de US$ 2,9 bilhões, para pagar os danos causados pelo colapso da barragem, mas são as mesmas ações determinadas no caso de Mariana e, até hoje, muito pouco foi cumprido pela Vale.
Dando sequência à essa mesma linha de raciocínio, “a Vale perdeu R$ 71 bilhões em valor de mercado após a tragédia de Brumadinho, isso no primeiro pregão da Bolsa brasileira após o rompimento da barragem e caiu de terceira para quinta empresa mais valiosa do país. Depois disso, a empresa propôs pagar R$ 300 mil para o cônjuge, companheiro ou companheira de cada vítima. Cada filho ou filha da vítima também receberia R$ 300 mil. O pai e a mãe receberiam, cada um, R$ 150 mil e cada irmão, R$ 75 mil”. Como se as vidas das pessoas tivessem preço, e ainda usa a palavra ‘doação’ para tentar não gerar tanta polêmica e fazer que as famílias não peçam indenizações.
O que devemos nos preocupar também é com a pluma de rejeitos de minérios que avança, sem trégua, pelo Rio Paraopeba. A preocupação de ambientalistas e moradores ribeirinhos é que, sem medidas efetivas para barrar os rejeitos de ferro, a lama tóxica chegue ao reservatório da Usina Hidrelétrica de Três Marias, construída no leito do Rio São Francisco, com enorme potencial para provocar danos à pesca, ao turismo e à vida dos ribeirinhos. Isso pode fazer com o que os rejeitos atinjam a nossa Bahia.
Já sobre a tragédia do Centro de Treinamento do Flamengo, do incêndio no alojamento do clube, pasmem sobre a situação: não tinha um alvará de funcionamento, segundo informou a Prefeitura do Rio de Janeiro. Nem existe um Certificado de Aprovação (CA) do Corpo de Bombeiros, que não foi obtido pelo Flamengo. Apesar de estar sem licenciamento, o Ninho do Urubu seguiu em funcionamento e, por isso, a prefeitura aplicou 31 multas ao clube, das quais apenas 10 foram pagas, segundo a instituição.
O incêndio atingiu uma das partes mais antigas do centro de treinamento, que seria desativada até março deste ano. Esse local, provisório, possuía seis quartos, com cinco camas em cada. O alojamento abrigava jovens de 14 a 17 anos. Como não havia treino no dia da tragédia, os atletas que moravam no Rio de Janeiro estavam em suas casas, o que reduziu o número de vítimas. O Flamengo é o único a ter sua base na região em operação e 10 jovens perderam suas vidas.
Desde 1984, o clube é dono de uma área de 130 mil metros quadrados em Vargem Grande, onde tenta concluir as obras do centro. Por isso, o rubro-negro não precisou de doação de um terreno do município, mas enfrenta as mesmas dificuldades dos rivais. Por falta de dinheiro, as obras, orçadas em R$ 12 milhões, foram interrompidas em 2012, ano no qual deveriam ficar prontas, e retomadas apenas em julho deste ano, graças a recursos levantados junto a empresas, conforme publicou o jornal O Globo. Mas essa situação, infelizmente, se estende a outros clubes brasileiros, que também negligenciam suas bases. Tem muito dinheiro para contratar jogadores caros, mas não tem recurso para investir na infraestrutura e garantir segurança aos seus.
Acredito que faltam cuidados com o meio ambiente e com a juventude deste país. Isso é inaceitável e difícil de acreditar em uma época de desenvolvimento de tantas tecnologias. Aceitar essa situação é como se fossemos cúmplices, e não é nada confortável a falta de segurança, a incerteza jurídica e, principalmente, a perda de seu ente querido, do futuro profissional, das lutas e conquistas até aquele momento. Seja no rompimento da barragem em Brumadinho ou no incêndio no Ninho do Urubu, as interpretações dos acontecimentos são difíceis de compreender!
*Luiz Carlos Suíca é historiador, vereador de Salvador pelo PT e vice-líder da oposição
Terceirizados que atuam em hospitais da Bahia ‘velam’ salários e benefícios atrasados

Os trabalhadores terceirizados do setor de recepção, contratados pela empresa ‘Globo Live’, e que atuam via contratos da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) em hospitais da Bahia seguem paralisados por conta dos salários atrasados. As atividades foram suspensas na última segunda-feira (21) e nesta sexta-feira (25), os profissionais do Hospital Geral de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, realizaram mais um protesto. Dessa vez, eles ‘velaram’ o salário, os benefícios e voltaram a criticar a falta de respeito com os trabalhadores.
“Estão sepultando nossos direitos. Isso aqui é uma manifestação pacífica. Só queremos que a empresa cumpra com seu contrato e pague os trabalhadores, estamos passando dificuldades, e quem trabalha tem o direito de receber seus vencimentos e seus benefícios. Não recebemos os auxílios transporte e nem alimentação, é uma vergonha”, declara um dos manifestantes. A coordenadora-geral do SindilimpBA, sindicato que representa os terceirizados na Bahia, Ana Angélica Rabello, também comentou sobre o caso e expôs sua preocupação com a situação.
Para Rabello, a questão é muito complicada para os trabalhadores. “Esses trabalhadores até hoje não receberam seus salários. A Sesab ficou de depositar o recurso na última quarta-feira [23] e até hoje não pagaram. Mandaram uma fatura dizendo que pagaram a empresa, mas até agora os trabalhadores não foram pagos. Estamos acompanhando o processo e é de uma falta de respeito enorme para com os profissionais. Casos como esse estão travando o setor público e principalmente dificultando a atuação desses trabalhadores em toda a Bahia, já que a empresa Globo Live detém o contrato para atuar nos hospitais baianos”.
VAGA JOVEM APRENDIZ EM AGENTE DE LIMPEZA

SELEÇÃO – 24/01/19
VAGA JOVEM APRENDIZ EM AGENTE DE LIMPEZA
Idade: entre 18 e 22 anos
Gênero: masculino
Escolaridade: estar estudando OU já ter concluído o Ensino Médio
Jornada: segunda a sexta-feira, matutino
Remuneração: meio Salário Mínimo + transporte
Tempo de Contrato: 10 meses
Interessados, comparecer no GAP (Rua Thomaz Gonzaga, 425 – Pernambues – 3431 1281 – em frente ao Laboratório de Análises Clínicas Linus Pauling / embaixo da Academia Equilíbrio), nesta quinta-feira, 24 de janeiro de 2019, às 09:00h, com TODOS os documentos abaixo:
Xerox do RG, do CPF, do Título de Eleitor, do Reservista, e dos Comprovantes atualizados de Residência e de Escolaridade, além da Carteira de Trabalho e Currículo
A falta de um dos documentos acima listados impossibilitará a participação no Processo Seletivo
Aqueles que forem aprovados nessa primeira etapa serão encaminhados para a segunda etapa no mesmo dia pela tarde.
Terceirizados param atividades em hospitais estaduais; HGVC e HGE aderem a protesto

Por conta de salários atrasados, os trabalhadores terceirizados do setor de recepção, contratados pela ‘Global Live’, pararam suas atividades nesta segunda-feira (21) em unidades de saúde da Bahia. Os Hospitais Gerais de Vitória da Conquista (HGVC), no sudoeste, e de Salvador (HGE] são alguns dessas unidades que aderiram ao protesto. Outro grupo de profissionais do setor de lavanderia, contratados pela empresa ‘Suria’, deve parar também na terça-feira (22) e se juntar à manifestação por regularização salarial. Ambas as empresas possuem contratos com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Para a coordenadora-geral do SindilimpBA, sindicato que representa os terceirizados no Estado, Ana Angélica Rabello, a situação é insustentável. Ela procurou parlamentar que atua na defesa desses profissionais, para pedir ajuda no processo de negociação.
“Não podemos aceitar que as empresas fiquem se abstendo de suas responsabilidades. Tem salários atrasados e os trabalhadores precisam receber seus vencimentos, é uma situação que já vem se arrastando desde o ano passado e que agora ficou insustentável. As direções das empresas informam que a Sesab ia pagar via oficio e não que cumpriu o acordo. Agora a empresa aponta que não tem data para pagamento. Assim os profissionais não podem atuar. Estão parando as atividades dos hospitais de Vitória da Conquista e de Salvador. Amanhã [terça] devem parar a lavanderia também – a empresa que contrata esses trabalhadores não tem previsão de pagamento. Por isso precisamos de apoio para resolver essa questão”, descreve Rabello.
A coordenadora do SindilimpBA disse que a situação é parecida com de outras empresas que prestam serviço para o Estado. Ana frisa que a falta de pagamento de trabalhadores se tornou um grande entrave na gestão de empresas terceirizadas. “São inúmeros casos. Desde a educação, passando por saúde e outros setores do governo estadual. Não podemos aceitar isso, sei das dificuldades do governo, mas sei também do compromisso de Rui Costa com os trabalhadores. Vamos procurar saber o que aconteceu para que os trabalhadores retornam para seus postos de trabalho o mais rápido possível”, completa.
Sindicato esclarece mudanças trabalhistas e realiza campanhas; vereador quer garantias de direitos

O Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública, Asseio, Conservação, Jardinagem e Controle de Pragas Intermunicipal (SindilimpBA) segue com atuação em toda a Bahia, esclarecendo mudanças trabalhistas acarretadas pela reforma do governo federal. Esta semana, a entidade e o vereador de Salvador, Luiz Carlos Suíca (PT), representante dos terceirizados no estado, iniciaram diferentes processos para atrair mais filiados. Ambos constroem estratégias para reforçar as garantias de direitos trabalhistas, principalmente depois das mais de 100 mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e da polêmica envolvendo a Justiça do Trabalho, além de manterem campanha salarial por categorias.
A coordenador-geral do SindilimpBA, Ana Angélica Rabello, pede atenção dos trabalhadores terceirizados para essas mudanças advindas da reforma trabalhista. “Na verdade, quem está perdendo são os trabalhadores terceirizados das empresas caloteiras, principalmente aqui na Bahia, onde existem inúmeros processos na Justiça do Trabalho. O mais preocupante agora é que além do calote das empresas, os trabalhadores serão penalizados com a ideia do novo Governo de querer retirar o Poder da Justiça do Trabalho. Os processos que já existem e estão ajuizados serão difíceis do trabalhador perder, mas existe um alerta para os próximos processos”, salienta a sindicalista.
Forjado no movimento sindical, Suíca corrobora com Ana Angélica e pede que os trabalhadores unam força para lutar por direitos. Ele salienta que, “agora, mais do que nunca, os sindicatos precisam manter o diálogo com os seus filiados e se organizarem de forma mais ativa”. O edil petista diz que isso é a mola propulsora para a organização. “Por conta disso, o SindilimpBA conclama os trabalhadores, principalmente, os terceirizados para que procurem o sindicato para se filiar para que a entidade se fortaleça e continue defendendo os seus direitos”.
A entidade também acaba de promover a Campanha Salarial de 2019 de Asseio e Conservação e espera para esse mês de janeiro conseguir um bom índice com reajuste para a categoria. “Os empresários estão preocupados porque sabem da força do sindicato, mas não vamos abrir mão do reajuste e manutenção das cláusulas existentes”, frisa Ana Angélica. Sobre a reforma trabalhista, aprovada em 2017, os sindicalistas apontam que houveram profundas mudanças na legislação brasileira e foi um dos temas políticos que mais registraram crescimentos nas pesquisas de usuários na internet nos últimos três anos.
“Com a fusão do Ministério do Trabalho, órgão responsável pela fiscalização dos Direitos Trabalhistas, pelo governo do atual presidente da República, os trabalhadores estão à mercê de um claro retrocesso e quem serão favorecidas são as empresas, principalmente as que gostam de dar calote no trabalhador. Por isso é de suam importância que o trabalhador esteja inserido em um sindicato, participe das assembleias, ou seja, busquem a união para que seus direitos sejam assegurados”, informa Suíca. Também é preciso destacar que o Supremo Tribunal Federal (STF), por 6 votos a 3, concluiu que a extinção do desconto obrigatório da contribuição sindical no salário dos trabalhadores é constitucional.
No Brasil, a regra foi questionada em pelo menos 16 ações, das 24 já ajuizadas no STF contra as mais de 100 mudanças na CLT. Entidades sindicais alegavam que a nova regra sobre o imposto sindical inviabilizará suas atividades por extinguir repentinamente a fonte de 80% de suas receitas. O relator da ação, ministro Luiz Edson Fachin, ficou vencido ao votar pela obrigatoriedade da contribuição. Ele sustentou que a Constituição de 1988 foi precursora no reconhecimento de direitos nas relações entre capital e trabalho, entre eles, a obrigatoriedade do imposto para custear o movimento sindical.
Entre as inúmeras mudanças estão ainda a celebração do Banco de Horas Individual; sem aquiescência do sindicato profissional; as novas previsões legais, as quais os empregados não estará mais à disposição do empregador, para efeito de computo da jornada de trabalho; o fim da horas “in intinere”; a redução do intervalo intrajornada via negociação coletiva; a prevalência do negociado sobre o legislado; a regulamentação do teletrabalho; a redução dos encargos incidentes sobre a folha de salário; a facilitação da extinção contratual, sem chancela do Sindicato ou do Ministério do Trabalho e Emprego.
Suíca: Empresa que ganhou contrato de prestação de serviço da Sesab atrasa salários e benefícios

“Já entrou dando calote no governo estadual e nos trabalhadores”. A afirmação é do vereador de Salvador Luiz Carlos Suíca (PT), que tomou conhecimento dos atrasos salariais, de benefícios e não pagamento de 13º pela empresa Globo, que ganhou o contrato da prestação de serviço da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) para o setor de portaria. Nesta quinta-feira (10), Suíca criticou e disse que a empresa não tem responsabilidade com o trabalhador terceirizado e destacou a atuação do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública, Asseio, Conservação, Jardinagem e Controle de Pragas Intermunicipal (SindilimpBA) neste processo.
“A empresa Globo presta serviço para a Sesab com a contratação de profissionais terceirizados no setor de portaria. Tem seis meses sempre atrasando salários. Sem falar que atrasa também vale-transporte e vale-alimentação e ainda não pagou a segunda parcela do décimo terceiro desses profissionais. O SindilimpBa está acompanhando toda essa demanda”, detalha o edil petista que é representante da categoria em toda a Bahia. Ele ainda criticou a postura das empresas que não cumprem com a legislação e disse que é preciso maior fiscalização.
“Temos de cobrar e garantir que os trabalhadores e trabalhadoras tenham seus direitos reconhecidos e cumpridos pelas empresas que prestam serviço para o estado. É assim que o SindilimpBA atua, e é assim que vamos continuar fazendo durante esse ano. Sabemos das dificuldades que todos e todas estão enfrentando com as retiradas de direitos. Então precisamos acompanhar de perto e fiscalizar, já que os órgãos competentes para isso não conseguem dar conta da demanda”, conclui.
Sindicato realiza homologação de trabalhadores para atuação em hospitais baianos

Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública, Asseio, Conservação, Jardinagem e Controle de Pragas Intermunicipal (Sindilimp-BA) segue durante toda a semana atendendo trabalhadores e trabalhadoras terceirizados para atuação em hospitais do estado da Bahia em setores de higienização e administração. O atendimento acontece das 8h às 16h na sede do sindicato em Salvador. Nesta quarta-feira (9), a coordenadora-geral da entidade informou que as homologações dos trabalhadores acontecem durante toda a semana e explica que a mudança das empresas que prestam serviço ao governo estadual ocasionou a demanda.
“São cerca de 1.200 trabalhadores de higienização e administração que atuavam na empresa MAP via contrato Sesab para higienização dos hospitais do estado. Estamos atendendo 100 pessoas por dia na sede do SindilimpBA em Salvador. É importante que todos e todas compareçam para que possamos concluir esse processo o mais rápido possível. O sindicato está aberto para os terceirizados e todos que atuavam na empresa anterior. Cerca de 60% serão recontratados pelas novas prestadoras de serviço”, salienta a coordenadora-geral do SindilimpBa, Ana Angélica Rabello.
A homologação acontece após a empresa MAP deixar a prestação dos serviços dos hospitais da Bahia. Outras duas novas empresas assumem o serviço. “Vamos acompanhar todo o processo. É importante que o sindicato mantenha a atividade de homologação dos trabalhadores, pois uma nova lei sugere que a própria em empresa faça, entretanto, a demanda foi uma luta do SindilimpBA, que conseguiu manter a homologação no sindicato”, finaliza a coordenadora.

