Profissionais de asseio e conservação denunciam empresa em Vitória da Conquista por descumprimento de direitos trabalhistas
Profissionais de asseio e conservação em Vitória da Conquista estão enfrentando dificuldades com o cumprimento de acordos trabalhistas por parte da empresa Positiva Empreendimentos e Serviços Eireli, que presta serviços à Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), ao Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC) e à Secretaria Municipal da Fazenda. Os trabalhadores relataram que diversas pendências não foram solucionadas, gerando preocupação e insegurança na prestação de serviço.
Na Uesb, os funcionários apontam que a empresa está oito meses sem recolher o FGTS, não aplicou o reajuste salarial de 2025 e ainda não pagou o retroativo referente aos meses de janeiro a agosto do mesmo ano. “Além disso, o plano de saúde permanece suspenso, as férias de alguns trabalhadores não foram pagas desde o retorno em 22 de agosto, o vale-alimentação de julho e agosto está em débito, o vale-transporte de agosto não foi pago e o salário do mesmo mês está sendo repassado diretamente pela UESB”, relata a coordenadora-geral do SindilimpBA, Ana Angélica Rabello, que acompanha os casos.
No Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), de acordo com o sindicato, as irregularidades incluem quatro anos sem recolhimento do FGTS, reajuste salarial de 2025 não aplicado, retroativo de janeiro a agosto de 2025 em atraso, plano de saúde suspenso e pagamento de férias atrasado. “Ainda há problemas com o FGTS de funcionários desligados e o vale-alimentação está sendo pago de forma fatiada, prejudicando os trabalhadores”, completa Ana com documento encaminhado pelos trabalhadores e trabalhadoras.
Na Secretaria Municipal da Fazenda, a situação não é diferente, pois a empresa está 11 meses sem recolher o FGTS, não aplicou o reajuste salarial de 2025, não pagou o retroativo de janeiro a agosto de 2025, mantém suspensos o plano de saúde e o plano odontológico, e o vale-alimentação do mês de agosto também está sendo pago de forma fatiada.
Desdobramentos
O SindilimpBA acompanha de perto a situação e intensifica as cobranças para que todas as pendências forma regularizadas rapidamente, garantindo que os direitos trabalhistas dos funcionários sejam respeitados e que não haja prejuízos em salários, benefícios ou condições de trabalho.
A coordenadora-geral, Ana Angélica Rabello, afirmou que “é inaceitável que empresas que prestam serviços essenciais tratem seus trabalhadores dessa forma. Eles garantem o asseio e a conservação e o bem-estar da população. Vamos atuar para que essas pendências sejam solucionadas o quanto antes, assegurando justiça e dignidade a todos”.
Procurada, a empresa não respondeu aos contatos até a conclusão desta reportagem. O espaço, porém, segue aberto para suas manifestações.
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