Trabalhadores exigem melhores condições de trabalho e salários em dia no Hospital de Custódia

A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza do Estado da Bahia (Sindilimp-BA) e a da Central Única dos Trabalhadores (CUT-BA) realizam nesta segunda-feira (13), desde as 6 horas, uma manifestação em frente ao Hospital de Custódia e Tratamento (HCT) que fica na Avenida Afrânio Peixoto, s/nº, Baixa do Fiscal, em Salvador. O motivo da manifestação é o não pagamento dos salários dos trabalhadores terceirizados pela Adape Locação de Serviços Ltda.

“Estamos verificando as denúncias de que não acontece o fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI’s), o salário só é pago com atraso, os encargos trabalhistas não são recolhidos, o vale transporte e vale alimentação não são pagos em dia, as férias são pagas apenas na volta, quando são quitadas e falta aos terceirizados um plano de saúde de qualidade”, afirma Ana Angélica Rabelo, coordenadora geral do Sindilimp-BA.

A sindicalista acrescenta que “o trabalho no local é tenso porque o HCT recebe, sob regime de internação e por determinação judicial para perícia, custódia e tratamento os indiciados, processados e sentenciados, suspeitos ou comprovadamente portadores de doenças mentais ou de desenvolvimento mental incompleto ou retardo em regime fechado e com segurança máxima”.

Edson Conceição Araújo, membro da direção executiva da CUT-BA e responsável pelo Setor de Saúde do Trabalhador, critica o que qualifica como omissão da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap). “Ela deveria promover a melhoria continua do sistema prisional com ênfase na racionalização da gestão das práticas operacionais, no aprimoramento das condições de segurança e na garantia da humanização do sistema. Ora, isso só é possível valorizando os servidores e respeitando os trabalhadores terceirizados. O que ocorre no HCT merece o repúdio da sociedade”.

“Não restou ao Sindilimp-BA outro caminho que não o da mobilização para chamar a atenção da opinião pública e forçar a Seap a agir com rigor contra uma empresa, se é que podemos chamá-la assim, que não cumpre com suas obrigações trabalhistas. A categoria não aceita e sempre se manifestará contra ataques a direitos trabalhistas duramente conquistados”, finalizou Ana Angélica Rabelo.

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